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Capacete de F-1 custa R$ 22 mil e tem validade de apenas dois anos

Na Vitrine

24/03/2017 11h37

(Crédito: Mark Thompson/Getty Images)

O capacete é o único item que um piloto de Fórmula 1 consegue personalizar quando entra na pista. Muita gente olha para o desenho e esquece que, por baixo, existe muita tecnologia. E essa tecnologia custa caro.

Para ter um material igual ao que será usado nas pistas de Melbourne neste final de semana, na etapa de abertura do Mundial de 2017 da Fórmula 1, é preciso desembolsar ao menos R$ 22 mil. Esse é o preço no Brasil de um capacete da marca japonesa Arai, escolhida pela maioria dos pilotos do grid da categoria mais importante do automobilismo.

(Crédito: Peter Fox/Getty Images)

Os capacetes são todos feitos à mão, com placas de fibra de carbono, visores com kevlar e outros materiais usados em blindagem. Tudo homologado por uma das regras mais exigentes da FIA. E um detalhe: tem prazo de validade: cada capacete dura apenas dois anos.

“Esses capacetes são bem diferentes daqueles que vemos nas ruas, por exemplo. Tem 18 camadas de fibra de carbono e uma capacidade de absorção de impacto diferenciada. O isopor interno não pega fogo e o tecido de revestimento tem um tratamento químico especial para não propagar chamas. Um capacete é item de responsabilidade e segurança. Precisam ter atributos para proteger a vida do piloto. São produtos de primeira linha e tem um custo correspondente”, explica Bruno Theil, da Artmix.

 

A empresa de Theil é a única autorizada a vender capacetes da marca japonesa no Brasil. “Há 15 anos, quando comecei a vender capacetes, resolvi vender apenas o melhor do mundo. É uma responsabilidade muito grande fornecer um equipamento que será usado em um momento crucial, que pode significar a diferença entre a vida e a morte de um piloto”, diz o empresário.

A versão F-1 com a homologação mais alta da FIA, porém, não é a única versão à venda. Thiel vende outros três modelos, voltados para outras categorias. Os capacetes para kart custam R$ 3.500. Para categorias de turismo, o preço é R$ 4.500. O terceiro é uma versão Fórmula (pra categorias menores), que sai por R$ 7.900.

“É preciso usar o capacete adequado para o uso planejado”

Bruno Theil, um dos designers mais respeitados do país e especialista em segurança

“As pessoas nos conhecem pela pintura de capacetes, mas atualmente o trabalho mais importante que fazemos é de conscientização. Ter certeza que o piloto que entra no estúdio saia com um equipamento coerente para a finalidade de uso. Existe uma desinformação generalizada. Tem piloto que chega com capacete de kart para usar em provas de turismo. Ou capacetes de moto para instalação de parafusos de HANS (mecanismo de suporte para o pescoço). Não fazemos isso”.

Além disso, o prazo de validade de cada capacete também muda. Todos os capacetes de Fórmula só podem ser usados por dois anos a partir da data de fabricação. Os outros, kart e turismo, são mais duráveis, com prazo de cinco anos.

Para quem está curioso, na Fórmula 1 os pilotos usam, no mínimo, seis capacetes por temporada. Alguns, principalmente os das equipes mais poderosas, contam com até dez por temporada. Além da Arai, as marcas presentes no grid são a alemã Schuberth e a norte-americana Bell.

Para mais informações sobre a Artmix (e comprar o seu capacete de F-1), visite o site da empresa: artmixstudios.com.

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Esporte é torcida e emoção, mas também é bola, chuteira, tênis, uniforme... Vamos falar de tudo o que você precisa para praticar sua modalidade preferida. Qual a melhor chuteira para o seu estilo de jogo? Quais as qualidades das novas bolas? Quem já lançou a camisa para a nova temporada?

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